centros de acolhimento temporário

A área dos menores constitui um dos sectores mais problemáticos e carenciados da Justiça portuguesa, mas tem sido sistematicamente relegada para segundo plano, na medida em que os institutos de reeducação do Estado, espalhados pelo país, são manifestamente insuficientes para o número alarmante de crianças vítimas de maus tratos e em situação de abandono familiar. A todo o momento aumentam as solicitações das várias Instituições para internar e acompanhar os chamados “menores em risco”. Enquanto isso, as crianças mal-amadas e desadaptadas, vão sobrevivendo pelos seus meios, entregues a si próprias.
No sentido de dar resposta à emergência de uma resolução dos inúmeros casos de “menores em risco” existentes no nosso país, e tendo em conta as problemáticas inerentes à área de actuação deste Centro, surge o Centro de Acolhimento Temporário de Recardães (CAT).
Tendo como prioridade os casos de crianças maltratadas, abandonadas ou negligenciadas, este Centro de Acolhimento acolhe também crianças cuja segurança, saúde, formação moral ou educação se encontrem em perigo.
Em 2005, e na sequência da necessidade manifesta pelo Instituto de Solidariedade e Segurança Social de Aveiro, alargou-se esta valência a oito crianças e jovens dos 10 aos 18 anos de idade, exclusivamente do sexo feminino.
Não obstante se trate de uma valência única, o Centro de Acolhimento está dividido em dois espaços físicos diferentes (CAT 1 e CAT 2), sendo que o mais recente funciona em dois apartamentos de tipologia T2 e T3, adaptados para este efeito; esta separação é justificada pelas características próprias de cada faixa etária e pelas necessidades específicas que daqui derivam.